Estoma retraído_ o que é isso_ Como conviver bem com ele

Estoma retraído: o que é isso? Como conviver bem com ele?

Você provavelmente sabe que estoma é o nome da abertura feita na pele, numa cirurgia de ostomia. Mas você talvez não saiba que ele sofre alterações (de tamanho, forma, etc.) com o tempo. O estoma retraído é uma complicação comum e, hoje, explicaremos o que você precisa saber sobre isso!

Recapitulando: o que é um estoma?

Você deve se lembrar que, quando uma ostomia é confeccionada, uma abertura é feita na pele, de forma a comunicar o interior do órgão com o meio externo. A essa abertura, dá-se o nome de estoma.

A sua aparência lembra muito a da boca (daí o seu nome, pois boca, no grego, se diz stoma). Seu formato é redondo ou oval, sua cor é vermelha e sua aparência, sempre brilhante, úmida.

O estoma é muito vascularizado (possui muitos vasos sanguíneos) e, por isso, sangra facilmente. Mas não tem terminações nervosas, por isso não dói quando manipulado.

O órgão que se comunica com o exterior através do estoma depende da cirurgia que foi realizada. Assim, se foi feita a cirurgia para criar uma abertura para eliminar fezes (chamada de ostomia digestiva), é o intestino que forma o estoma. Por outro lado, se a intervenção busca criar uma via alternativa para eliminação de urina (ostomia urinária), é o ureter que se comunica com a parede abdominal (normalmente com a ajuda de um segmento de intestino delgado).

Por que o estoma se retrai?

Ao longo do tempo, o estoma muda de formato, de tamanho, etc. Isso acontece porque, logo após a cirurgia, ele está inchado e, à medida que desincha, reduz de tamanho.

Além disso, conforme o processo de cicatrização da parede abdominal, e também porque o peso da pessoa pode sofrer alterações no pós-operatório, o estoma pode mudar de formato, localizando-se mais para dentro ou mais para fora da superfície abdominal…

Por isso, é possível identificar estomas em diferentes posiçõesprojetadoplano ou retraído. Então, o projetado (ou protruso) se apresenta para fora da superfície, criando uma elevação na região. Por outro lado, o estoma plano está bem alinhado ao nível da pele. Mas hoje, vamos falar sobre o estoma retraído. Nesse caso, o estoma fica abaixo da superfície da pele, criando assim uma “depressão” na área.

E quais são as implicações de se ter um estoma retraído, ou até mesmo um estoma plano? A resposta é simples: basicamente a aderência da placa/base à parede abdominal fica prejudicada. Então, surgem os riscos de vazamentos, de lesões da pele em torno do estoma e de complicações associadas.

Todas as soluções disponíveis passam por otimizar a superfície de contato da placa com a parede abdominal, garantindo melhor aderência. Por exemplo, uma possibilidade seria usar uma placa convexa no estoma retraído. A utilização desse tipo de placa vai produzir uma projeção maior do estoma para fora, gerando desse modo uma maior facilidade na adaptação do seu sistema de bolsa.

Como conviver com um estoma retraído?

Além da utilização da placa convexa, que projeta o estoma alguns milímetros para frente, há outros produtos que podem ser fortes aliados das pessoas que têm esse problema, por exemplo:

  • pasta protetora;
  • os anéis; ou
  • as tiras adesivas.

A lógica é sempre a mesma: melhorar a superfície do abdomegarantindo assim a aderência entre o sistema de bolsa e a pele da região. Em última análise, o que queremos é que as fezes não entrem em contato com a pele.

Além destes, existem outros cuidados importantes para ter uma vida boa com estoma retraído. Confira!

Para começar, garanta que o tamanho do orifício da placa seja adequado ao do seu estoma. Se for menor, a placa pode machucar o estoma. Caso seja maior, essa diferença não deve ultrapassar os 3 mm. Assim, você evita o contato das fezes com a pele!

Quando a bolsa atingir 1/3 da sua capacidade, esvazie ou troque! E, caso observe alguma infiltração do conteúdo da bolsa (fezes ou urina) na placa, não vacile: troque a placa imediatamente.

Lembre-se sempre de observar a pele peristoma (em torno do estoma) quando trocar o dispositivo. E mais: tenha cautela na hora de retirar a placa adesiva. São cuidados que devem ser feitos diariamente, com o máximo de atenção, para evitar problemas.

Analise o período de duração da bolsa. No geral, as bolsas de duas peças têm duração de sete dias e as de uma peça, três dias. Lembre-se: a necessidade de trocas mais frequentes pode indicar problemas. Caso tenha qualquer dúvida, consulte sempre o estomaterapeuta.

Informação segura e confiável deve ser divulgada!

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